sexta-feira, 31 de maio de 2013

Aquilo Que Não é de Deus

Quando o diabo na Tentação do deserto disse: “Dar-te-ei toda este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-a quem quero”; Jesus, não o desmentiu, pois sabemos que o mundo jaz no maligno. Nem Davi escapou da atração e da sensualidade e magia de estar na mesma área ou espaço do diabo. E ainda escondeu por um ano seu pecado até ser desmascarado pelo profeta. Como é normal nos dias de hoje. A Bondade e a Misericórdia de Deus sempre esperam muito para então, Deus dar uma decisão triste para todos.
Até os “Poucos Poderes”, que é uma síndrome dos dias atuais, que ataca pequenos ministérios e Igrejas, derrubam líderes! Que dirá os “grandes poderes”?
Estas pessoas sem Amor não são nadica de nada. Ou seja, coisa nenhuma, mas estão numa bolha encantada e se achando os reis do mundo. Um dia, a casa cai.
Romanos 12:16 – “Não ambicioneis as coisas altas (grandezas em outra tradução), mas acomodai-vos às humildes”. Em Rom.12:6 – “O Amor não seja fingido.”
Ambição e humildade nada têm a ver com miséria e preguiça, mas a caráter cristão.
A essência de Deus é o Amor e Seu caráter sem interesse nas coisas do homem, pois tudo vem, Dele, por Ele e para Ele. No Brasil, e nos EUA, pelo menos nestes países o grande produto de vendas e enriquecimento rápido e fácil tem um nome. Jesus Cristo. I Cor. 13, explanado por Paulo, confirma o que devemos observar na vida espiritual, nas mensagens, nos milagres, na fé cristã, na mídia e neste final dos tempos.
Jesus nos diz que “nos últimos dias, se fariam sinais e maravilhas, que enganariam se possível até os escolhidos”. Para isto acontecer, a pessoa tem que ter bastante carisma, conhecimento da Palavra, falsa humildade, títulos ministeriais, falta de caráter e uma boa máscara religiosa para enganar “escolhidos”. Lembrem-se de que os doze apóstolos foram escolhidos por Jesus, e se vivessem nos tempos atuais, poderiam ser enganados.
Os três primeiros versículos deste capítulo que fala sobre o Amor, versa a respeito de pessoas com todos os dons de línguas, uma fé que abala os montes, uma caridade para com as pessoas acima de qualquer suspeita e ainda com sacrifícios de mártir do Evangelho.
Paulo diz que sem Amor, nada estes seriam. Ou seja, nós seríamos um zero à esquerda, como milhões de religiosos deste mundo, que são aplaudidos de pé, enriquecem á custa do povo iludido, fazem até imolação de seus corpos, falam muito em sacrifícios e dores impostas a estes, e ao povo ganancioso também por riquezas fáceis, operam milagres (?), e têm casa de fazer caridade a drogados, crianças e velhinhos como fachada de uma empresa que arrecada grana para um grupo de interesseiros e que abusam da bondade e da ignorância de um povo. Grande ministério, além dos cinco de Efésios 4:11 é o da “bajulação”, que excede a todos estes nas Igrejas e na mídia religiosa deste mundo.
Esse ministério do capeta consegue coisas tremendas no mundo evangélico.
Paulo fala então de duas coisas positivas, como ser sofredor e benigno para o Amor, e depois fala de várias negações: Não ser invejoso, leviano, soberbo, indecente, não buscar seus interesses próprios, não se irritar e não suspeitar mal. Ainda, que não se alegra com a injustiça, mas com a verdade. Tudo sofre, crê, espera e suporta.
Fala da imaturidade de uma criança, que na palavra, nos sentimentos e no que ela discorre na vida. Sua vida real. E diz para sermos homens e acabar com as coisas de meninos espirituais. Nada tem a ver com o mundo dos negócios e comandos seculares. Sendo que permanecendo a fé, esperança e o Amor, mas o Amor é o maior destes três.
Paulo afirma em Gal.5:6; que “em Jesus Cristo”, nada tem valor algum relativamente a dogmas e sacramentos e ordenanças e rituais religiosos, mas sim a Fé que opera pelo Amor. Fé tem a sua gasolina e seu motor pelo Amor.
“Em Jesus” não significa estar em cima de um púlpito, ou sentado num banco de Igreja, mas imerso, dentro da Rocha que é Jesus. Tudo que o homem consegue legitimamente e legalmente não é no ministro e nem na Igreja, mas “Em Jesus”.
Jesus, todas as vezes que curava e fazia milagres, Ele era tomado de íntima compaixão, que pode ser um Amor profundo pelas pessoas. E, em I Cor. 13, o que me chama bem a atenção é primeiramente, que o Amor não “busca seus próprios interesses”. Cargos, títulos pomposos, microfones, dinheiro da venda de pregações e milagres e outros bem mais mesquinhos, mas aceitos pelo povão e pelo mundo bajulador gospel trazem danos para os próprios homens que andam atrás destas coisas fúteis e passageiras.
Outra coisa que me chama a atenção é que tudo suporta. Suportar, não necessariamente sempre fala em aturar, agüentar, mas dar suporte, dar apoio aos irmãos na fé sem interesses financeiros e até sexuais e políticos.
Diante destas Palavras de Deus e das circunstâncias que vivemos neste mundo gospel e religioso, podemos dizer que estamos nos fins dos tempos. E devemos tirar a “prova dos nove”, ou “fazer o teste da Palavra”, toda vez que virmos “grandes homens” fazerem milagres e sinais e prodígios pelo mundo. Li que muitos nos EUA estão sob investigações de enriquecimento ilícito, assim como será no Brasil e grande parte do mundo, que prega a prosperidade fácil e á custa somente da grana do povão.
É sempre assim: Milhões ou milhares trabalham para enriquecer a poucos. Deus oferece prosperidade aos que o temem e andam nos seus Caminhos e são idôneos e se afastam do mal. Mas, este outro Euvangelho, que levou o povo a decair da Graça, tem levado a milhões de pessoas sinceras e leais a Deus a grandes frustrações por não serem ricos, estarem no top do emprego, não morarem em mansões, não terem carros importados e não serem “apregoadores” da mensagem de um deus falso e leviano.
Se lermos livros, ouvirmos CDs caros e comprados, se ouvirmos pregações, ensinos, músicas, congressos, simpósios, cruzadas e trabalhos evangélicos, aonde os palestrantes e ministros realizam milagres, vejamos se há neste lugar e no lugar do coração dos homens há “busca por interesses próprios”. O egoísmo no lugar do Amor evidentemente.
Logo, podemos afirmar sem errar que não é Deus que está no negócio deles. Pode até ser a Fé do povo que consegue uma cura ou outra bênção esporádica, mas a grande maioria vem do maligno, que faz maravilhas conforme diz a Palavra. Pode ser da mente humana e da psique da pessoa. Uma força mental das trevas. Pode ser invenções, nunca comprovadas de fato. Podem ser várias artimanhas do diabo querendo enganar se possível, até os escolhidos. Deus é Amor.
Toda, toda, toda, Igreja, obra, trabalho, serviço, Cruzadas, Shows, “ministérios”, chamadas, pregações, livros, músicas aonde há falta de Amor pelas ovelhas e pelo povo de Deus, é falso, o futuro é fracasso, apesar de o começo ser um sucesso por causa da técnica e do carisma de homens e mulheres.
O final de todo ministério e obras e Igrejas, que o fundamento não é o Amor pelas ovelhas, mas sim o alcançar o sucesso em si mesmo para tirar complexo de inferioridade, ganhar dinheiro, palmas e bajulações e até mulheres, tem dado escândalos e foram reprovados por Deus.
Você e eu, que não somos mais meninos no entendimento, não caiamos mais em canoas furadas, alegres, humorísticas, sensacionalistas, gritantes, berrantes, da mídia escrita e televisada. Tem Amor, tem Fé de Deus. Logo, tem milagres de Deus.
Porém, tem Fé que remove montanhas, mas não existe Amor de Deus, não tem Jesus, pois Deus é Amor. Logo, tem algo estranho no meio, e “não sejamos cúmplices de pecados alheios; conserva-te a si mesmo puro, como diz I Tim. 5:22.
Se Deus até hoje te preservou, pois Ele preserva os que são Seus, de chegar ao top, ao cume, ao auge, a cúpula, tanto secular, quanto religiosa desta terra é porque na Tentação de Jesus no deserto, em Luc. 4:6, o diabo ofereceu e disse a Jesus, mostrando todos os reinos deste mundo: “Dar-te-ei toda este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-a quem quero”, e Ele conhece teu coração e te ama muito. Muitos aprenderam com Judas Iscariotes, que tinha a bolsa e apesar de ser escolhido, só pensava no lucro e na venda do Mestre. Difícil mesmo será convencer os anciãos e o próprio Jesus que este negócio era de Deus, no Juízo Final. E ter-se que devolver tudo de volta, e ainda receber o produto Jesus Cristo intacto.
Senão, já cansamos de ouvir isto: “Apartai-vos de Mim, vós que praticais o pecado (iniqüidade)”. Prática não é a mesma coisa que cair em pecado, e Deus o levantar. Prática é um hábito que se transforma num modo de vida pecadora.
Maranata Ricardo Rezende






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